Estudo: O Cristão precisa celebrar a páscoa?

 


Estudo sobre a Páscoa

    Ao lermos o livro de Êxodo, no capítulo 12 especificamente, vemos a instituição da celebração da primeira páscoa. A comemoração era para lembrar o povo da libertação da escravidão no Egito, e logo, tornou-se uma celebração anual do povo Hebreu. No capítulo 13 de Êxodo vemos que Moisés diz ao povo para instruir seus filhos, para celebrar a páscoa e passar o costume para os filhos, e celebrar ano após ano: versículo 8 "Isto é pelo que o Senhor nos fez, quando saímos do Egito" e no versículo 9 "E será como um sinal na mão de vocês por memorial entre os seus olhos, para que a lei do Senhor esteja na sua boca; pois com a mão forte o Senhor os tirou do Egito".
    Deus instruiu Moisés a marcar as casas com sangue de cordeiro para serem poupadas na décima praga do Egito, a morte dos primogênitos. Essa comemoração se tornou um rito de passagem da escravidão para a liberdade.
    Podemos ver aqui que é uma comemoração do povo Hebreu sobre sua libertação. Mas, após a vinda de Jesus, a páscoa ganhou um novo significado, o cordeiro de Deus passou a ser Cristo, que foi o ultimo sacrifício vivo, derramando o seu sangue puro, relacionado ao sangue de cordeiro derramado na última praga do Egito. Cristo foi o ultimo sacrifício vivo, o cordeiro de Deus, para salvar o mundo. 
    Como a crucificação e ressureição de Jesus ocorreram durante o período de páscoa judaica (aquela celebração do povo hebreu citada acima, sobre a libertação do povo do Egito) e ele foi condenado e crucificado na sexta-feira, os primeiros cristãos da época mudaram a celebração para a comemoração da ressureição de Cristo. E por anos era comemorado desta forma. Os judeus ainda hoje comemoram a páscoa da forma inicial, da libertação do Egito, já que para eles, Jesus não é o messias. 
    
A origem pagã

    Durante as cruzadas, a Igreja Católica com o intuito de inibir o crescimento do Islamismo (religião que estava crescendo rapidamente na época) começou a fundir comemorações cristãs com as pagãs, para que assim, todas as culturas aderissem a igreja católica. Então, esta celebração se fundiu com a celebração germânica de fertilidade e de passagem para a primavera no hemisfério norte, onde o coelho simboliza a fertilidade e os ovos o símbolo de vida nova e renascimento.
   A junção de culturas não limita-se apenas à pascoa, vemos isso em basicamente todas as comemorações cristãs, como o Natal por exemplo. Mas sobre o Natal farei outro estudo.
    Estes cultos e rituais de coelho e ovo eram em oferecimento a deusa germânica Ostara (eostre), que celebrava o renascimento da natureza e por isso, fundiu-se com o significado cristão de ressureição de Cristo, resultando na fusão das duas crenças e mudança na cultura de ambas.
    A Igreja teve o intuito de fundir as culturas para juntar mais fiéis, mas o que ocorreu com o passar dos anos é que a cultura pagã juntamente com o consumismo foram se sobrepondo à cultura cristã, e os próprios cristãos aderiram e comemoram comprando ovos e cultuando coelhos, na maioria das vezes, esquecendo o sacrifício que Cristo fez por nós. Ao comprar ovos e cultuar coelhos, os cristãos estão celebrando deuses pagãos, mesmo que não seja esse o objetivo, estão fazendo da mesma forma. 
    É correto um cristão celebrar a páscoa da forma atual? Não. Comprar ovos, cultuar coelhos e participar destas celebrações não tem nada de cristão, e dessa forma, se da abertura para deuses pagãos. Mas se eu celebrar apenas a ressureição? Não há nada de errado em se lembrar deste ato lindo de amor, que Cristo fez por nós. Mas as celebrações faladas na Bíblia era apenas a celebração inicial de Moises e a comemoração da libertação do Egito, comemorada pelo povo hebreu. Após Cristo, a celebração da ressureição não foi inspirada por Deus, mas sim, os cristãos da época decidiram fundir com a celebração dos judeus por ter ocorrido a crucificação e ressureição de Jesus no período da páscoa judaica. Não foi instruído por Deus para comemorarmos, e nós gentios, não precisamos fazê-la. Não é errado celebrar a ressureição, mas também não é preciso fazê-la na data estipulada pela igreja. 
    O ideal é lembrar todos os dias do sacrifício que Jesus fez por nós. Muitas vezes nós passamos o dia inteiro sem nem ao menos conversar com Jesus e agradecer por tudo que Ele faz por nós, e como sempre, queremos lembrar apenas em datas estipuladas pelo homem, ainda mais, colocar paganismo junto na comemoração, muitas vezes, sobrepondo-se ao que a Bíblia ensina.
    

Professora Laila Dimer Piletti

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